sábado, 28 de março de 2009

Boulders Boca do Rego

Buenas,

Em complemento aos últimos posts relacionados ao complexo Boca do rego, destaque para o expressivo número de Boulders. E como uma imagem vale mais que mil palavras, vai ae uma leva de fotos pra instigar a galera que ainda não conhece.


Setor Beira-Rio

Vitor no Boulder Barbatana, prob1

Dimi no Boulder Barbatana, Prob2

Edir Nunes no Boulder Barbatana, prob2

Vitor no Boulder Joia, prob1

Edir Nunes no Boulder Mallorca, prob1


Setor Estacionamento


Juliano Magalhães, Boulders Estacionamento - prob1

Juliano Magalhães, Boulders Estacionamento - prob1

Juliano Magalhães, Boulders Estacionamento - prob1

Saluto,
Edir Nunes

terça-feira, 24 de março de 2009

Falésia do Bodinho: escalada para todos os níveis.

Por Juliano Magalhães

Para quem deseja iniciar na escalada esportiva ou aqueles que estão malhando vias de sétimo grau ou até mesmo tentar algumas vias de nono, a falésia do Bodinho é uma ótima opção. São vias de no máximo 15 metros e bem protegidas divididas em dois setores: o de baixo e o de cima. O setor de baixo têm vias IV a VIIb, indicadas para os iniciantes para se aprimorar nos mosquetonamentos e práticas de guiadas. Já o setor de cima, a graduação tende a ser maior devido à negatividade da parede. São 3 vias de VIIc em regletes numa parede vertical. As outras mais fortes são vias explosivas e bem negativas.

Algumas dicas para que sua escalada nesse setor seja agradável:

1. Vá escalar bem cedo ou no final da tarde nos dias de sol ou então escale em dias nublados;
2. Nos dias de sol um guarda-sol ajuda muito;
3. Leve no máximo 8 costuras;
4. Leve crash pad, lá tem muitos boulders!

Abaixo o croqui e os detalhes das vias:

Como Chegar: Seguir as mesmas indicações da Pedra do Bode. A falésia está entre a Pedra da Cabra e a do Bode.

Referências: Na direção do Bloco Musgueira; Proximo aos boulders "Cabeça de boi" e "Barba, cabelo e bigode".

1. Luidera, 7c
2. Marimbundos, 7c
3. Mamute, projeto
4. Melzinho na Chupeta com Pimenta Malagueta, projeto
5. Ta de Bode, projeto
6. Na Lata, 9a
7. Sinuca, 7c
8. Petit Gateau, IVsup
9. Por água a baixo, VIsup E1 15 metros
10. Dia de fúria, VIsup E1 15 metros
11. Mudança de plano, VI E1 15 metros
12. Marquize, VIsup E1 15 metros
13. Batata D´água, VIIb E1 15 metros

Juliano Magahães, Projeto

Juliano Magahães, Projeto

Edir Nunes, via Sinuca VIIc

Tatiana Magahães, via Marquize IVsup

Roberto Isidoro, via Sinuca VIIc

Juliano Magalhães, Via na lata IXa

Juliano Magalhães, Via na lata IXa

Valdinei Batista, via Tá de Bode (projeto)

Almir Alicate, via Batata D´água VIIb

Edir Nunes, via Sinuca VIIc

Almir Alicate, via Batata D´água VIIb

Tatiana Magahães, via Marquize IVsup


segunda-feira, 23 de março de 2009

Complexo Boca do Rego

Buenas,

A evolução na escalada de uma forma geral, se faz com muita dedicação, treinos (e mais treinos ) e é claro boas opções para se escalar, ou seja, ir a lugares que permitam aplicar os mais diferentes tipos de técnicas em rocha certo? assim, uma excelente opção para galera da região tem sido o Complexo Boca do Rego.

Pedra do Bode

O Balneário da Boca do Rego se divide em 6 setores distintos, com destaque para a grande diversidade das características de cada pedra, seja no aspecto técnico (grau de dificuldade) ou físico (geologia, abrasividade). Pedra da Boca do Rego(9), Setor Buracos(6), Pedra do Naipe(7), Pedra do Bode(12), Pedra da Cabra(7) e Falésia dos Astros(3). Podemos ainda agregar a estes setores o Blocão Musgueira, que esta localizado a caminho da Pedra do Bode com mais três vias, totalizando assim 47 vias além de diversos boulders quem circundam todo perímetro.
Croqui Boca do Rego

Edilton Guimarães na via Vovô Charles, VIsup

Como Chegar: Já em Resende, pegar a BR – 161 no bairro Alambari próximo a Rodoviária Graal e seguir por 8,5 km até chegar na ponte de arco. Virar à esquerda numa estrada de chão e seguir por 2,5 km até chegar num vilarejo. Virar a direita na bifurcação e seguir por mais 1,5 km até chegar no balneário.

Mapa acesso

Edir Nunes na via Curva do Rego, VIIa

Pedra Boca do Rego

Característica: Primeira pedra conquistada no complexo, inclusive recebendo o nome do Balneário: “Boca do Rego”. Área muito freqüentada por “banhistas” devido ao rio Pirapitinga. Também é uma das mais procuras por escaladores da região em função das diferentes características desta pedra. Tradicional Esportiva, vias de equilíbrio, grande horizontais, proteções móveis. A graduação fica entre IV e VIIIb.

Almir Alicate na via Arrego, VIIIb

Valdinei Batista na via Rego Selvagem, VIIIb

Edir Nunes na via Arrego, VIIIb
Setor Buracos

Característica: O setor mais exigente do balneário. Para quem gosta de Escaladas Esportivas, vai se identificar com este setor. Vias curtas, com grau de dificuldade elevadas e bem protegidas. Com angulação ligeiramente negativa em alguns trechos, tem como principal característica a abrasividade da rocha. Segue uma certa constância de pegada em reglete (pequenas Crocas e Buracos rasos). Graus variando entre VIIc e IXa.

Beto na via Leishimaniose VIIIb

Cândido na via Leptospirose, IXa
Pedra do Bode

Característica: Com inclinação favorável (positiva) e a ausência de agarras bem definidas, sua principal característica é aderência. É uma boa opção para treinar a técnica em aderências ou ainda, para quem esta começando devido ao baixo grau de dificuldade. Trabalha posicionamento e equilíbrio. Esta pedra fica totalmente exposta ao sol, assim, uma boa dica é levar um bom protetor solar, boné, guarda-sol e muita água.

Dimi na via Independência ou Bode, VIsup

Edir Nunes na via Diedro quebra-galho, V

Jr no Diedro Ah se eu fosse homem, IVsup

Obs: Em breve haverá um segundo post sobre o Complexo Boca do Rego com as novas atulizações.

Saluto,
Edir Nunes

Interagindo!

Leonel do GMAN e Dimi

Durante a semana passada ocorreram as Olimpíadas Acadêmicas na AMAN e durante todo o evento o GMAN (Grupo Montanhista das Agulhas Negras) manteve uma barraca vendendo equipos a um bom preço e um murinho aberto ao público! A galera do RTR foi lá conferir!
O murinho estava bem bacana, sendo bastante eclético, permitindo que mesmo quem nunca tivesse escalado, pudesse subir sem maiores problemas. Mas pra galera que já é do esporte, haviam vias marcadas, algumas que fizeram o povo suar e muito!
Parabéns ao GMAN pela iniciativa, é sempre bom ter uma divulgação tão positiva do esporte. Muitas pessoas visitaram o murinho e gostaram, principalmente a criançada (o futuro da escalada) que não davam descanso para o seg!
E para terminar, queria destacar a volta do grande amigo e escalador Dimi as paredes neste dia, após uma pausa de umas semanas por conta de uma lesão na mão! Muito bom te ver escalando de novo, meu camarada!

Nathalie, escaladora e minha amiga Pouca Sombra

Retorno do grande Dimi!

Escalador Kenedi, de BH.


Manda um daltônico seguir a linha das fitas amarela! rs


Gabriel! Aceitamos doação de sapatilha! rs

Bons ventos a todos! Let´s Rock!

Filipe Careli

sábado, 14 de março de 2009

Dan Osman !

Buenas,

Não sou muito fã da prática do copiar/colar, todavia, não trocaria uma linha sequer (
particularmente falando) deste belo texto postado originalmente no site Altamontanha sobre a lenda "Dan Osman". Para quem não conhece, uma boa oportunidade para se interar de um importante capítulo na história da escalada.

Saluto,
Edir Nunes

10 anos sem Dan Osman!

Para a garotada nova que esta iniciando a escalada em rocha, talvez este nome não seja tão conhecido, mas para quem iniciou os primeiros passos inspirados pelos vídeos 'Masters of Stone' essa lenda levou muita gente a se arriscar! Quando solei pela primeira vez um terceiro grau na Urca, a primeira pessoa que pensei ao iniciar a via foi esse cara, claro que nem se comprara com as peripécias desse monstro da escalada, mas inspira e muito quando o assunto é se lançar no desafio.

Por Átila Barros

Dan Osman foi um esportista americano praticante de esportes de montanha que levou ao extremo o conceito adrenalina e o termo "se joga". Seu nome ficou conhecido depois da seqüência de filmes produzidos por Dean Potter, mas é no filme "Masters of Stone 5" que se consagra mundialmente e finaliza sua carreira. Inconseqüente em suas escaladas e atitudes, Dan era uma apaixonado pela adrenalina, estava muito longe de ser uma pessoa normal, capaz de subir um paredão inclinado em 90 graus como o Lover's Leap, na Califórnia, em apenas 4 minutos e 25 segundos, enquanto escaladores normais levam mais de 4 horas para fazer o percurso.

Nos filmes que lotam a internet pode-se ver Dan ousando em grandes escaladas sem equipamento de proteção, saltando entre fendas e agarras impossíveis em botes que colocariam qualquer escalador em sérios apuros mesmo com todo equipamento disponível.

Dan foi o criador do "se joga" mais perigoso do mundo da escalada o "Rope Freefalling", também conhecido como "controlled free-falling", este levava Dan a realizar saltos de grandes desfiladeiros seguro apenas por corda dinâmica. Os Cânions ficaram pequenos para ele. Dan Osman realizava quedas propositais avaliando o equipamento de escalada que utilizava. Em algumas destas quedas, ele experimentava o efeito pêndulo, termo conhecido entre os escaladores, que significa o movimento lateral que acontece quando o escalador cai e não está alinhado com as ancoragens abaixo dele. A partir daí, Dan começou a fazer pêndulos cada vez maiores, em pontes e em formações rochosas nos Estados Unidos. Fazia pêndulos de 50, 100, 200 metros.

Diferente do Bungee jumping, que consiste em saltar para o vazio amarrado pelos pés a uma corda elástica, o Rope Freefalling se diferencia na queda e na sensação de liberdade que a nova modalidade poderia proporcionar, dizia Dan quando questionado sobre a comparação de suas técnicas de salto e a segurança do equipamento utilizado.

Algumas pessoas desaprovavam as experiências de Osman, mas outros acompanhavam seu trabalho e estavam ansiosos para experimentar a nova experiência do salto livre com corda dinâmica. Dan realizou mais de 2000 saltos em nove anos para aperfeiçoar sua técnica.
Em meados de 1998, Dan resolveu quebrar o recorde, que já era dele, e fazer um salto de 342 metros na Pedra Inclinada, no parque Yosemite, nos EUA. Ele demorou quatro dias preparando o salto, que foi feito com sucesso em 22 de novembro. Um amigo de Dan, o pára-quedista e escalador Miles Daisher também saltou e tudo Ok. Não satisfeito Dan resolveu dar um pouco mais de corda, e saltar de 365 metros. Já era quase noite quando ele resolver forçar o salto. Miles ainda tentou frear o amigo mas Dan estava decidido a saltar, Ele mesmo sabia que era muita corda, e que ele podia bater no topo da floresta, pinheiros com mais de 45 metros de altura, já que ele passaria abaixo da copa das árvores, ele precisaria de luz para desviar sua rota por entre as arvores. Dan Osman morreu aos 35 anos no Parque Nacional de Yosemite nos EUA, durante o salto. A corda que sustentava o escalador se rompeu e Dan Osman foi projetado sobre as arvores e depois ao solo, o impacto com ambos veio a matar o escalador. Dan deixou a esposa Nikki Warren e a filha Ema.

Para muitos a causa morte foi o excesso de confiança de Dan no seu sistema de segurança, o tempo de exposição da corda ao tempo e a mesma sendo forçada a seu limite levou o escalador a morte. Mais uma vez a imprudência ou a falta de bom censo matou outro grande escalador. Fica o exemplo de dedicação ao esporte e a marca de uma lenda para inspirar novas gerações de escaladores em todo o mundo!

Tive a oportunidade de experimentar saltar de uma ponte em Arequipa, Peru, usando a técnica do Rope Freefalling, te falar; é bem melhor que Bungee jumping, o cara tava certo!






11 de fevereiro,1963 a 23 de novembro, 1998.

Força sempre e boas escaladas!
Atila Barros

Fonte: www.altamontanha.com.br

Discutindo o Passado...

Pois é galera,

O dilema de cavar ou não cavar, chegou a nossos quintais.

No início deste ano,surgiu no site do Escalada Brasil, um debate sobre CAVAR ou NÃO CAVAR AGARRAS, onde muitos escaladores deram suas opiniões. Vários aspectos foram discutidos, porem, como sabemos; este assunto sempre gerou muita polêmica em várias gerações de escaladores no país. Nas discussões, a grande maioria não concorda com a atitude de cavar agarras, em grande parte por se abrir precedentes para muitas bizarrices começarem a aparecer.

Tipo:

-Fulano que escala profissionalmente, cavou uma agarra na via tal pra poder dar Constância e possibilitar o lance. “isso pode porque o cara sabe o que faz”

-Beltrano que está começando a praticar escalada abriu uma via e não conseguindo fazer um lance de 8ª, cavou uma agarra para colocar a ponta de seu Kichute.
“ isso não pode, é um absurdo”

E até a ideia de se construir vias inteiras em paredes lisas, foram cogitadas. Algo que foi condenado mesmo por aqueles que são a favor de se cavar agarras para viabilizar uma passagem em um lace ou outro em uma via.

E pra exemplificar, temos um caso prematuro de construção de via no Point da Boca do Rego, e ela não foi construída por um desavisado sem noção como citado no fórum:

“ O problema de se liberar para cavar agarras, será com os iniciantes e desavisados sem noção, que podem sair cavando bizarrice e construindo vias inteira como se fosse seu muro particular.”

Esta via foi cavada (construída),por um experiente e dedicado escalador.

O que será da escalada se estas práticas se tornarem comuns?

um ótimo exemplo é a via Toxoplasmose, primeira via aberta na parede dos buracos, Ela foi durante um bom tempo escalada a partir da primeira proteção. só depois de suar bastante a camisa e beliscar com pressão os micro cristais, foi que saíram as primeira cadenas partindo do chão. Via graduada em 7c que costuma deixar escalador de 10° sem saber o que dizer.

E se ao invés de paciência e persistências dos escaladores pra tentar o lance, tivessem sido cavadas algumas agarra?

Se a ética em situação fosse a favor de cavar para viabilizar? ao invés de um 7c teríamos um 6+ sei lá... Isso seria evolução?

Venhamos e convenhamos, o que é mais gostoso? um banho gelado de cachoeira natural ou de ducha em um banheiro azulejado?

Temos hoje espalhados pelo Brasil a fora centenas de points mal explorados, essa mudança de conceito, afetam diretamente o futuro destes points. Até mesmo o point mais novo que se tem na região já conta com intervenções, mesmo sem ter nem 1/10 de suar paredes conquistadas.

É hora de refletirmos!!!

(o texto original com fotos ilustrativas sofreu modificações, sob pena de ação judicial )

Adamaste,
Felipe Barbosa

sexta-feira, 13 de março de 2009

Uma Pitada de Tradicional

Mesmo fazendo mais esportiva e boulders, sempre gostei de tradicionais, talvez pelo fato da minha primeira escalada ter sido uma via totalmente tradicional, a Via Norte das Prateleira, também conhecida como Cavalinho, com o grupo GEAN, do qual sou membro.

Com o Gean, no ano de 2008 tive a oportunidade de fazer também a via Bira, nas Agulhas e o Paredão Carolina, primeira vez que guiei na vida! (e primeiro veneno de verdade!)

Esse ano, no dia 08 de fevereiro, voltei as Prateleiras com o Gean, porém desta vez pela Chaminé Idalício, uma via tradicional muito bacana com um lance em artificial, um "entalamento" (e que entalamento! auhuhauhaha) que... melhor não comentar, e três lances de chaminé, muito bacana!

Seguem então as fotos da Idalício, agradeço muito a todos os companheiros da trip, e, principalmente, ao Igor, Thiaguinho e Júlio que foram os guias do dia!
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E ao fim da escalada, a pergunta que não quer calar: quem lavou a camisa do Breno? hehehehe
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Fotos: Arthur Werner, Filipe Careli e Igor Spanner
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Bons ventos a todos!
Let´s Rock
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Filipe Careli